Sábado | Outubro 14, 2006

Depois de casa roubada...trancas na porta

Depois de casa roubada…trancas na porta  Por cá, como é por demais sabido, desde há muito que as campanhas de planeamento familiar não se cansam de propagandear a necessidade de esclarecer os casais sobre o assunto. Só que apostaram no cavalo errado; assim as suas campanhas não eram senão aconselhar os casais a terem um filho ou dois (o que já era quase um escândalo), chegando nós agora a ter uma taxa de fecundidade das mais baixas, senão a mais baixa da União Europeia. Com este cenário e o aumento da esperança de vida, a Segurança Social está quase em ruptura, porque não há renovação da sociedade – somos cada vez mais um país de idosos.  Finalmente o Governo (ou desgoverno) começou a lançar medidas (depois da casa roubada…trancas na porta) para travar e fazer retroceder tal tendência, só que é sempre mais rápido destruir que construir, e assim as referidas medidas poderão vir a ter qualquer efeito só daqui a muitos anos. Para já os reformados vêem a sua vida cada vez mais complicada e os casais novos a quem acenam com benesses para ter mais que um ou dois filhos, seguem aquele ditado: “quando a esmola é grande, o pobre desconfia”. No cavalo certo apostou o governo alemão – não há futuro sem valores. A opinião é da ministra alemã para Família, a democrata cristã Úrsula von der Leyen. A melhor garantia é dar às crianças desde muito cedo “valores como o respeito, a responsabilidade, a confiança e a honestidade”.  Uma das principais causas da quebra da natalidade está em que as mulheres adiam cada vez mais a primeira maternidade; as licenciadas universitárias são as mais afectadas e 40 % delas não chega sequer a ter filhos. Esperam uma estabilidade económica e uma segurança laboral que chega muito tarde.  Para obstar a isso o governo encontrou um ponto de equilíbrio – quando um dos progenitores deixe o trabalho para cuidar de um filho recém-nascido, receberá do Estado 67 % do seu salário durante 12 meses. A baixa poderá aumentar mais dois meses se o outro progenitor também abandonar o trabalho ou reduzir o seu horário laboral.  A medida vai custar ao Estado muitos milhões de euros por ano, mas o Ministério da Família conta que muitos pais acolham esta medida e assim se possa aumentar a natalidade.  O Canadá optou pelo subsídio de 71 euros mensais por cada filho menor de seis anos. O novo subsídio responde à ideia de ajudar directamente as famílias para que optem pela fórmula que mais lhes convenha: levar os filhos para um infantário, arranjar quem deles cuide em casa ou que um dos pais não trabalhe fora de casa. O projecto tem sido criticado pelos que advogam que favorece as famílias com um só salário, porque o subsídio será agravado e é aplicado ao cônjuge que ganhe menos.  O governo responde que o subsídio para todos melhora a situação de todas as famílias com filhos pequenos, pois junta a todas as demais ajudas o desagravamento das despesas com os infantários.  No capítulo familiar são incluídos 250 milhões de dólares anuais para criar novos lugares nos infantários, mas isto não satisfaz os que acham que o governo, ao abandonar o plano liberal para os infantários, faz muito pouco para melhorar a disponibilidade e a qualidade da educação infantil. É realmente muito difícil agradar a todos e por cá as medidas, a longo prazo, que o governo preconiza também ficam muito a desejar. Lutaram durante muito tempo pelo planeamento familiar com a política do filho único e agora perante o envelhecimento da população não sabem como arranjar dinheiro para os pensionistas idosos, cada vez em maior número, devido ao aumento da esperança de vida. Num futuro não muito longínquo cada pessoa no activo tem que descontar para dois na reforma. Mesmo com grande maioria de reformas muito baixas, as contas tornam-se difíceis.                                                                      Maria Fernanda Barroca    
Escrito por em 15:28:06 | Link permanente | Comments (1) |

Depois de casa roubada…trancas na porta  Por cá, como é por demais sabido, desde há muito que as campanhas de planeamento familiar não se cansam de propagandear a necessidade de esclarecer os casais sobre o assunto. Só que apostaram no cavalo errado; assim as suas campanhas não eram senão aconselhar os casais a terem um filho ou dois (o que já era quase um escândalo), chegando nós agora a ter uma taxa de fecundidade das mais baixas, senão a mais baixa da União Europeia. Com este cenário e o aumento da esperança de vida, a Segurança Social está quase em ruptura, porque não há renovação da sociedade – somos cada vez mais um país de idosos.  Finalmente o Governo (ou desgoverno) começou a lançar medidas (depois da casa roubada…trancas na porta) para travar e fazer retroceder tal tendência, só que é sempre mais rápido destruir que construir, e assim as referidas medidas poderão vir a ter qualquer efeito só daqui a muitos anos. Para já os reformados vêem a sua vida cada vez mais complicada e os casais novos a quem acenam com benesses para ter mais que um ou dois filhos, seguem aquele ditado: “quando a esmola é grande, o pobre desconfia”. No cavalo certo apostou o governo alemão – não há futuro sem valores. A opinião é da ministra alemã para Família, a democrata cristã Úrsula von der Leyen. A melhor garantia é dar às crianças desde muito cedo “valores como o respeito, a responsabilidade, a confiança e a honestidade”.  Uma das principais causas da quebra da natalidade está em que as mulheres adiam cada vez mais a primeira maternidade; as licenciadas universitárias são as mais afectadas e 40 % delas não chega sequer a ter filhos. Esperam uma estabilidade económica e uma segurança laboral que chega muito tarde.  Para obstar a isso o governo encontrou um ponto de equilíbrio – quando um dos progenitores deixe o trabalho para cuidar de um filho recém-nascido, receberá do Estado 67 % do seu salário durante 12 meses. A baixa poderá aumentar mais dois meses se o outro progenitor também abandonar o trabalho ou reduzir o seu horário laboral.  A medida vai custar ao Estado muitos milhões de euros por ano, mas o Ministério da Família conta que muitos pais acolham esta medida e assim se possa aumentar a natalidade.  O Canadá optou pelo subsídio de 71 euros mensais por cada filho menor de seis anos. O novo subsídio responde à ideia de ajudar directamente as famílias para que optem pela fórmula que mais lhes convenha: levar os filhos para um infantário, arranjar quem deles cuide em casa ou que um dos pais não trabalhe fora de casa. O projecto tem sido criticado pelos que advogam que favorece as famílias com um só salário, porque o subsídio será agravado e é aplicado ao cônjuge que ganhe menos.  O governo responde que o subsídio para todos melhora a situação de todas as famílias com filhos pequenos, pois junta a todas as demais ajudas o desagravamento das despesas com os infantários.  No capítulo familiar são incluídos 250 milhões de dólares anuais para criar novos lugares nos infantários, mas isto não satisfaz os que acham que o governo, ao abandonar o plano liberal para os infantários, faz muito pouco para melhorar a disponibilidade e a qualidade da educação infantil. É realmente muito difícil agradar a todos e por cá as medidas, a longo prazo, que o governo preconiza também ficam muito a desejar. Lutaram durante muito tempo pelo planeamento familiar com a política do filho único e agora perante o envelhecimento da população não sabem como arranjar dinheiro para os pensionistas idosos, cada vez em maior número, devido ao aumento da esperança de vida. Num futuro não muito longínquo cada pessoa no activo tem que descontar para dois na reforma. Mesmo com grande maioria de reformas muito baixas, as contas tornam-se difíceis.                                                                      Maria Fernanda Barroca    
Escrito por em 15:22:50 | Link permanente | Comments (0) |

«Josemaria Escrivá comunicava o gosto por Deus»

«Josemaria Escrivá comunicava o gosto por Deus»  Maria Fernanda Barroca 1                                                                                 Estas palavras pronunciou-as o Cardeal Joachim Meisner, Arcebispo de Colónia, quando abençoou a nova capela na Igreja paroquial de São Pantaleão em Colónia, dedicada a São Josemaria Escrivá. São Josemaria é já sobejamente conhecido a nível mundial, mas gostaria de recordar duas datas muito próximas e com ele relacionadas: o próximo dia 2 de Outubro em que fundou o Opus Dei e o dia 6 de Outubro em que foi canonizado por João Paulo II, na Praça de S. Pedro, perante uma multidão de perto de 500.000 pessoas, de todas as línguas raças e nações, numa apoteose gigantesca, só devida à fama de santidade que granjeou, entre humilde e poderosos, ao longo dos seus 73 anos de vida. Josemaria Escrivá nasceu a 9 de Outubro de 1902 e morreu a 26 de Junho de 1975. O Arcebispo de Colónia, na sua homilia da cerimónia da bênção e deposição das relíquias de São Josemaria no altar, disse: “Os teus altares, Senhor dos exércitos, são a minha casa” (cfr. Sl. 84, 4). Aqui podemos voltar de novo ao nosso carisma original, regressar àquilo que o Evangelho nos faz saborear”.  De facto São Josemaria foi um incansável pregador e escritor, dizendo com graça que “fazia jus ao seu nome” (Escrivá). O Fundador do Opus Dei, disse o Cardeal, pertence “às grandes figuras e testemunhas do Evangelho”, pois com as suas palavras escritas ou faladas transmitem às pessoas que delas se aproximam o gosto pelo Evangelho, o gosto por Deus. De facto sempre que se deslocava a qualquer lugar e fazia tertúlias com as pessoas, estas eram arrebatadas pelo poder persuasor da sua palavra; por outro lado o seu ar inspirava simpatia e levava, pelo exemplo, as almas para Deus.  A capela agora dedicada a São Josemaria, do estilo gótico, foi totalmente remodelada. O conselho paroquial já tinha resolvido em 2003 reformulá-la e para tal contratou o conhecido escultor Elmar Hillebrand e o seu filho Clemens que já tinha realizado as obras do altar do cruzeiro sob o coro alto, quando a igreja foi fortemente danificada durante a guerra, tendo este trabalho sido concluído em 1985. Tem uma janela ricamente trabalhada do gótico tardio; os novos vitrais são de ónix de Bernstein; no centro sobressai uma cena da Sagrada Família na oficina de Nazaré, obra de Clemens Hillebrand.  A cena do vitral não podia ser melhor escolhida, não só porque a mensagem de São Josemaria aponta, para o valor santificador do trabalho profissional, manifestado no lema: “santificar o trabalho, santificar-se no trabalho, santificar os outros com o trabalho”, como também é modelo de todas as famílias numa época de crise para esta instituição e, sem querer pessimista, tudo aponta para que aumente a sua deterioração.  No lado norte da parede da capela encontra-se um baixo-relevo com a cabeça de São Josemaria dirigindo o seu olhar para o novo altar.  No altar, de mármore português, Elmar Hillebrand (pai) representou uma grinalda de flores com uma rosa ao meio. Esta representação tem relação com uma cena passada na vida de São Josemaria. Quando durante a Guerra Civil espanhola, fugia para a zona nacional, foi assaltado pela dúvida se seria ou não essa a vontade de Deus. Depois de uma noite de insónia toda dedicada a uma oração angustiosa, levantou-se antes dos outros companheiros e no meio de umas ruínas encontrou uma rosa de estuque. (cfr. Josemaria Escrivá – Fundador do Opus Dei, de Andrés Vásquez de Prada, no volume II). Viu nisso um sinal de Deus e a paz voltou à sua alma.  Nessa igreja paroquial, confiada pelo Arcebispo de Colónia ao padre Peter von Steinitz, do Opus Dei, desenvolve-se uma intensa actividade de formação pastoral: um horário de confissões muito alargado, recolecções frequentes, cuidado das pessoas idosas e doentes.   Cfr. www.josemariaescriva.info            
Escrito por em 15:18:11 | Link permanente | Comments (0) |

Pagar impostos, sim ou não - eis a questão

Pagar ou não pagar os impostos – eis a questão  Um dos pontos mais focados nos comentários que têm aparecido ao Catecismo da Igreja Católica, é o ponto nº 2240, referente aos deveres dos cidadãos: “A submissão à autoridade e a co-responsabilidade no bem comum, exigem moralmente o pagamento dos impostos (…)”. É realmente com os impostos dos cidadãos que o Estado faz face às despesas correntes: com os Funcionários do Estado, com as despesas da Saúde pública (cada vez mais doente, em face da exorbitância do preço dos medicamentos indispensáveis), com as Obras Públicas (subsidiadas, em grande parte, pelos fundos comunitários), com a Justiça (cada vez mais lenta, por falta de meios técnicos e humanos aptos), com a Educação (bem aqui, nem é bom falar, tal é o descalabro), etc. O dinheiro deve pois ser cobrado justamente e aplicado equitativamente, ou seja, segundo a prioridade das necessidades: nuns casos a Saúde, noutros a Justiça, noutros a Educação, pois que numa família numerosa os filhos são tratados de modo diferente sem que isso implique injustiça ou discriminação por parte dos pais. Resumindo: os cidadãos devem pagar os impostos ao Estado, mas … se esses impostos forem justos e bem aplicados.  Quanto à justeza de certos impostos tenho muitas dúvidas. Só um exemplo: pagamos a gasolina a um preço que não tem comparação com o custo, porque uma fatia enorme reverte para o Estado sob a forma de imposto indirecto; diziam que esse imposto era para a conservação das vias de comunicação, mas ainda temos muitas vias que são vias de “aflição”e não o são tantas porque muitos dinheiros europeus para aí têm sido canalizados. Vieram os dinheiros, rasgaram-se auto-estradas, repararam-se estradas existentes e degradadas, mas apesar do dinheiro vir de fora o imposto continuou. Argumentou-se que uma parte era para subsidiar empresas públicas em situação difícil e aguentar assim postos de trabalho. Mas qual a razão das empresas públicas darem só prejuízos? Para mim, incompetência na gestão, falta de produtividade e consequente falta de qualidade e de competitividade.  A incompetência na gestão deve-se em boa parte ao compadrio: não se põe a pessoa certa no lugar certo, mas o que impera é a cor política, ou o pagamento de favores, por vezes obscuros; a falta de produtividade deriva de que o operário sabe que, quer a empresa dê lucro ou não, o seu salário estava (estava!) assegurado pela bolsa dos contribuintes; a falta de qualidade deriva do mesmo desinteresse pelo trabalho em mãos e daí a falta de competitividade que leva à insolvência. Mas há ainda uma outra razão, que muitos descalabros tem produzido; após o 25 de Abril quando reinava cá a maioria de esquerda, que já deu o que tinha a dar e só é credível para obcecados e fanáticos, os que mandavam “inundaram” as repartições e empresas de pessoal “de confiança”, para ajudar os “kamaradas” e para mostrar ao povo como se vence o desemprego. Onde eram precisos trinta entraram trezentos – os trinta continuaram a trabalhar e os restantes não só não faziam nada como até atrapalhavam quem queria trabalhar, com as tristemente célebres RGT (reuniões gerais de trabalhadores). As empresas sobrecarregadas com o aumento em flecha dos salários, descapitalizadas (muitas vezes pelo esbanjamento ostentoso dos gestores), asfixiadas por juros bancários muito altos, em breve entraram na ruptura em que as vemos hoje, não por culpa exclusiva do presente, mas consequências da “pesada herança” vermelha do passado. Há que remediar e o modo é fácil: aumenta-se a carga fiscal, reduzem-se os aumentos salariais, cortam-se nos benefícios sociais e assim o barco vai flutuando. Só ouvimos falar em que vêm aí milhões, só que quando chegam … somem-se de tal modo que ninguém, minto, muita gente não lhes vê a cor. Para muitos, que lhe vêem a cor, que lhe sentem o cheiro e os apalpam, logo são transformados em apartamentos em estâncias de luxo, cá e no estrangeiro, em carros de alta cilindrada, prejudicando a classe média, a tal que está em vias de extinção para dar lugar a ricos cada vez mais ricos, em barcos de recreio, em viagens exóticas e caríssimas e ainda para abrir, com o que sobra, uma contita na Suiça… Pagar impostos para tudo isto, é imoral. Só que não há fuga possível; quem trabalha por conta de outrem, paga uma soma astronómica porque tudo quanto ganha “fala”; quem trabalha por conta própria, escamoteia mais de metade e ainda há os que recebendo pelo fundo do desemprego, arranjam os tais trabalhos “mudos” e ou não pagam porque estão isentos ou pagam uma ninharia. Em que ficamos pois: devemos ou não pagar os impostos? Claro que o seu pagamento é um dever moral do cidadão honesto, mas lá porque é honesto não tem de ser parvo e portanto deve exigir que o Estado administre bem o dinheiro que lhe é confiado.  Há muita fuga aos impostos porque eles são imorais, imoderados e mal aplicados: se um cidadão soubesse que pagando os seus impostos enquanto está válido, teria na doença e na velhice um tratamento condigno, até pagaria de boa vontade ; agora pagar do que lhe faz falta para outros gastarem no supérfluo, causa indignação e revolta.                                                                            Maria Fernanda Barroca     
Escrito por em 15:09:19 | Link permanente | Comments (2) |

Quarta-feira | Julho 05, 2006

Um fenómeno acual .

Um fenómeno actual – “O Código da Vinci”  O livro “O Código da Vinci”, de Dan Brown apareceu na primavera de 2003 e desde aí já vendeu 40 milhões de exemplares; pode pois considerar-se um bestseller. O enredo do livro já é sobejamente conhecido, mas convém recordar, em traços largos. Escreve o autor que Jesus casou com Maria Madalena e tiveram vários filhos. A sua descendência é o Santo Grial (sangue de rei = sangue real = Santo Grial). Jesus confiou a Igreja a Maria Madalena, mas esta teve que fugir para França porque os apóstolos se lhe opuseram. Desde então o clandestino “Priorado de Sión” protege os descendentes e Jesus dos ataques da Igreja Católica e transmite os seus segredos em código secreto.  A novela começa quando uma comissão de cardeais pressiona o prelado do Opus Dei para que um dos seus membros assassine os últimos descendentes vivos de Jesus. Isto já nos faz ver a que ponto pode chegar a imaginação de um escritor. Mas, continua. Do enredo se depreende que Jesus não pensava ser Deus, opinião partilhada pelos seus discípulos. A crença na divindade de Jesus foi imposta pelo imperador Constantino no Concílio de Niceia de 325. A Igreja, pois, baseia-se sobre uma grande mentira, pois Cristo era um homem corrente. Para ocultar a verdade a Igreja destruiu documentos, matou milhões de bruxas e manipulou as Escrituras. É bom ter presente que se trata de uma obra de ficção onde as pessoas ligadas à Igreja são mostradas de uma forma odiosa. Contudo o autor na apresentação do livro escreve: “Todas as descrições de obras de arte, arquitectura, documentos e ritos secretos nesta novela são verdadeiros”. O que se passa na realidade é que o livro tem muitos erros de arte, de história, de religião e de cultura. O livro como já referi tem sido lido por milhões de pessoas, muitas delas, talvez porque se considerariam diminuídas se não lessem o que toda a gente lê. Daí a divulgação da obra. Uma grande parte de ignorância aparece nisto tudo. Uma senhora, declarou que tinha uma neta que ia entrar numa Escola de Pintura e portanto entendeu que o livro seria muito próprio para ela! Ridículo, mas autêntico. Para agravar a situação calamitosa que o livro criou, vai ser agora apresentado, no festival de Cannes no próximo dia 17 de Maio, um filme nele baseado. A estreia para o grande público está prevista para o dia 19 do mesmo mês. Segundo Newsweek esta produção de Holliwood dirigida por Ron Howard será o grande “sucesso de 2006”. Calcula-se que o filme será visto por 800 milhões de pessoas. Porque as imagens têm mais impacto que as palavras podemos imaginar o mal que tal filme (possível candidato a Óscar) poderá fazer no grande público que o vai ver sem discernimento, não distinguindo o que é ficção do que é realidade. Também os inimigos da Igreja não deixarão de aproveitar a ocasião para atacar a Igreja, mesmo em assuntos que não tenham nada a ver com o filme – puro oportunismo.  E os católicos interrogam-se: Que fazer perante tal situação? Pois “virar o feitiço contra o feiticeiro”, isto é, aproveitar a maré para falar de Cristo e da Igreja. Não adianta ficar só no escândalo que provoca em muitos católicos, mas reagir de forma serena e construtiva. Contra as dúvidas que podem surgir em muitas pessoas tem de se intensificar a catequese e aproveitar a curiosidade que tal situação apresenta para dar a verdadeira doutrina. Pode ser também um bom momento para que católicos com um certo impacto na sociedade, como intelectuais, jornalistas, empresários, etc. se mobilizem e vivam a sua fé de um modo mais responsável. No site www.opusdei.org podemos encontrar abundante informação acerca do filme; entre outras coisas, a carta do Gabinete de Informação do Opus Dei do Japão. Essa carta foi dirigida à Sony que produziu o filme e nela se tenta repor a verdade com muita cordialidade e elegância. E novamente aqui “o feitiço se voltou contra o feiticeiro”, pois que muita gente que nunca tinha ouvido falar do Opus Dei, agora quer ser informada e para tal o referido Gabinete põe-se à disposição.                                                                              Maria Fernanda Barroca                                                                                
Escrito por em 18:21:59 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira | Maio 24, 2006

O amor “esquecido”: a propósito da encíclica de Bento XVI “Deus é amor”
 Ao terminar a leitura desta Encíclica, vieram-me à mente diversas ideias sobre o tema do amor. Especialmente uma a que chamei o amor “esquecido”.
Vivemos num mundo e numa época em que a palavra amor é usada a propósito e despropósito, com significados os mais variados: atracção sexual, divertimento inconsequente, prazer, sentidos à flor da pele, erotismo, utilização do corpo como objecto transacionável e sem valor, etc., etc.
E nisto tudo, onde está a doação, a entrega, o valor da castidade, o respeito pelo nosso corpo e o do outro, o desejo de fazer alguém feliz, mostrando-lhe que o amor é muito mais que a atracção do momento e que nele entra a vontade, a inteligência, o desejo de guardar castamente o corpo para aquele ou aquela que será o companheiro/a de um futuro a dois? O amor de Deus estará aí presente através do matrimónio, numa descoberta que é feita com seriedade, sem pressas, com maturidade, sentido de responsabilidade, capacidade de controlo dos instintos.
Esse amor está, de facto, “esquecido” ou quase. E esquecidas estão também palavras como pudor, recato, modéstia, etc. Constarão ainda dos dicionários? Deveríamos promover uma campanha para relembrar às pessoas (e sobretudo às jovens) que o corpo não é para se mostrar em demasia, que há roupas que são “atractivas” mas não nos tornam atraentes porque revelam aquilo que se deve guardar só para alguém que o mereça e respeite; que a modéstia no vestir (que não tem nada a ver com o mau gosto) é sinal de uma personalidade forte, com convicções e ideias bem alicerçadas.
 Podem vir a dizer-nos que é impossível, que hoje ninguém pensa assim, que é lutar contra a maré, que à partida é uma batalha perdida.
Experimentemos vestir as nossas crianças, desde pequenas, de outra maneira (trocando, por exemplo, o biquini pelo fato de banho, não lhes comprando o número abaixo de t-shirts, calças, etc.), não as deixando ver todo o tipo de telenovelas e, principalmente, se as vêem, expliquemos-lhes o que está mal (sobre isto muito haveria a dizer…).
 É preciso não perder a esperança. Um católico é sempre optimista! Deixar, como diz Bento XVI, que o amor amadureça para ser capaz de “comprometer todas as suas forças e nos abrir o caminho de uma vida recta”. Então o tal amor “esquecido” voltará a surgir, generoso e responsável, dignificando o homem e a mulher.
 Maria Amália Abreu Rocha
Escrito por em 18:06:20 | Link permanente | Comments (0) |

Sábado | Maio 13, 2006

Um fenómeno actual - "O Código da Vinci"

Um fenómeno actual – “O Código da Vinci”
 O livro “O Código da Vinci”, de Dan Brown apareceu na primavera de 2003 e desde aí já vendeu 40 milhões de exemplares; pode pois considerar-se um bestseller.
 O enredo do livro já é sobejamente conhecido, mas convém recordar, em traços largos. Escreve o autor que Jesus casou com Maria Madalena e tiveram vários filhos. A sua descendência é o Santo Grial (sangue de rei = sangue real = Santo Grial).
 Jesus confiou a Igreja a Maria Madalena, mas esta teve que fugir para França porque os apóstolos se lhe opuseram. Desde então o clandestino “Priorado de Sión” protege os descendentes e Jesus dos ataques da Igreja Católica e transmite os seus segredos em código secreto.
 A novela começa quando uma comissão de cardeais pressiona o prelado do Opus Dei para que um dos seus membros assassine os últimos descendentes vivos de Jesus.
 Isto já nos faz ver a que ponto pode chegar a imaginação de um escritor. Mas, continua. Do enredo se depreende que Jesus não pensava ser Deus, opinião partilhada pelos seus discípulos. A crença na divindade de Jesus foi imposta pelo imperador Constantino no Concílio de Niceia de 325. A Igreja, pois, baseia-se sobre uma grande mentira, pois Cristo era um homem corrente. Para ocultar a verdade a Igreja destruiu documentos, matou milhões de bruxas e manipulou as Escrituras.
 É bom ter presente que se trata de uma obra de ficção onde as pessoas ligadas à Igreja são mostradas de uma forma odiosa. Contudo o autor na apresentação do livro escreve: “Todas as descrições de obras de arte, arquitectura, documentos e ritos secretos nesta novela são verdadeiros”. O que se passa na realidade é que o livro tem muitos erros de arte, de história, de religião e de cultura.
 O livro como já referi tem sido lido por milhões de pessoas, muitas delas, talvez porque se considerariam diminuídas se não lessem o que toda a gente lê. Daí a divulgação da obra. Uma grande parte de ignorância aparece nisto tudo. Uma senhora, declarou que tinha uma neta que ia entrar numa Escola de Pintura e portanto entendeu que o livro seria muito próprio para ela! Ridículo, mas autêntico.
 Para agravar a situação calamitosa que o livro criou, vai ser agora apresentado, no festival de Cannes no próximo dia 17 de Maio, um filme nele baseado. A estreia para o grande público está prevista para o dia 19 do mesmo mês. Segundo Newsweek esta produção de Holliwood dirigida por Ron Howard será o grande “sucesso de 2006”. Calcula-se que o filme será visto por 800 milhões de pessoas. Porque as imagens têm mais impacto que as palavras podemos imaginar o mal que tal filme (possível candidato a Óscar) poderá fazer no grande público que o vai ver sem discernimento, não distinguindo o que é ficção do que é realidade. Também os inimigos da Igreja não deixarão de aproveitar a ocasião para atacar a Igreja, mesmo em assuntos que não tenham nada a ver com o filme – puro oportunismo.
 E os católicos interrogam-se: Que fazer perante tal situação? Pois “virar o feitiço contra o feiticeiro”, isto é, aproveitar a maré para falar de Cristo e da Igreja. Não adianta ficar só no escândalo que provoca em muitos católicos, mas reagir de forma serena e construtiva. Contra as dúvidas que podem surgir em muitas pessoas tem de se intensificar a catequese e aproveitar a curiosidade que tal situação apresenta para dar a verdadeira doutrina.
 Pode ser também um bom momento para que católicos com um certo impacto na sociedade, como intelectuais, jornalistas, empresários, etc. se mobilizem e vivam a sua fé de um modo mais responsável.
 No site www.opusdei.org podemos encontrar abundante informação acerca do filme; entre outras coisas, a carta do Gabinete de Informação do Opus Dei do Japão. Essa carta foi dirigida à Sony que produziu o filme e nela se tenta repor a verdade com muita cordialidade e elegância. E novamente aqui “o feitiço se voltou contra o feiticeiro”, pois que muita gente que nunca tinha ouvido falar do Opus Dei, agora quer ser informada e para tal o referido Gabinete põe-se à disposição.
                                                                             Maria Fernanda Barroca
                                                                                
Escrito por em 09:49:02 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira | Maio 02, 2006

  Em qualquer dicionário encontramos, como definição de desporto: recreio, passatempo, prazer, exercício físico, diversão. Olhando o que se passa à nossa volta eu direi: dinheiro, fama, publicidade, violência  e  corrupção.
 Se o desporto é uma necessidade para bem da saúde de todos; se é uma forma de lazer, muitos estão a degradá-lo a dois níveis: na secretaria com a movimentação de somas fabulosas; nos recintos desportivos com «o que importa é ganhar» e para isso vale tudo e daí a violência, a intriga, a calúnia, o doping, etc.
 Leroy Bursell um dos muitos corredores do mundo afirma: “não estamos no atletismo por gosto, mas para ganhar dinheiro”.
 De facto, em 1954 o corredor Roger Bannister ganhou quatro minutos no tempo da corrida da milha, mas não recebeu um centavo; agora os montantes envolvidos são escandalosos.
 O desporto, nomeadamente o futebol, tem-se transformado, nos últimos anos, em espectáculo de massas. Entre nós os estádios raramente se encontram cheios e os adeptos são mais espectadores de «sofá» do que de bancada. E não me digam que a causa é a transmissão televisiva, pois no estrangeiro tal não acontece: os estádios estão sempre à cunha. Entre nós o preço dos bilhetes e a falta de segurança são, para mim, causas de peso.
 O lema que inspirou os desportistas era: “Citius, Altius, Fortius”. Mas até que ponto? Haverá o atleta perfeito? Posta a questão, logo a ciência se colocou ao dispor do desporto, chegando o biólogo Claude Louis Gallien a afirmar que se pode “criar” um desportista de alto nível, actuando sobre o feto. Diz ele: “Teoricamente é possível e se se abdica de princípios morais, nada impede a intervenção”. Já pensaram o que seria ter centenas de jogadores de futebol todos a ganhar milhões? Já viram o que seria ter centenas de jogadores a jogar mais às canelas do adversário do que à bola?  Já viram o que seria ter centenas de jogadores a insultar e contestar por sistema a arbitragem?
 E continuando no futebol, às muitas «telenovelas» que decorreram, veio agora juntar-se o doping. É mais uma nódoa no futebol. Esperemos que os responsáveis deitem a mão a tempo. O doping é um prejuízo para a saúde, mas num inquérito feito a cento e noventa e oito desportistas de renome, com idade entre os dezasseis e os trinta e cinco anos, à pergunta: se soubessem que tomando uma droga isso lhes dava a vitória em todas as provas, durante cinco anos, sabendo que no fim morreriam, 25 % disse «sim»!!!
 As transferências dos jogadores passou a envolver somas impensáveis, que me deixam perplexa, pois os clubes têm dinheiro para elas, mas não pagam ao fisco, nem à Segurança Social. Algo vai mal e fazemos votos para que na próxima época, nomeadamente no futebol, as coisas mudem. Nem os jogadores profissionais podem ganhar o que ganham, nem os clubes podem continuar a fugir às suas obrigações cívicas. É um escândalo que devemos exigir que acabe. Queremos os nossos jovens entusiasmados com o futebol, mas não tratados como uma «mercadoria». E para terminar uma anedota. Um menino estava a brincar junto da mãe e do pai que era futebolista e ouviu-os conversar sobre as dificuldades de cumprir mensalmente os compromissos financeiros. Então o pequeno saiu-se com esta: Mas por que não «vendemos» outra vez o papá?
                                                                  
Escrito por em 19:29:48 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira | Abril 13, 2006

Livre de compromissos?
  Nota-se na sociedade de hoje em dia modos de vida e modos de pensar deveras preocupantes.
Palavras como “moral”, “compromisso”, “fidelidade”, “verdade” parecem banidos e/ou esquecidos quer do vocabulário, como do ensino e educação.
Vivemos numa época em que vale tudo e, simultaneamente, tudo é relativo. O que importa é a liberdade de cada um, o que no momento dá prazer e/ou apetece fazer.
Não há verdade, a verdade é o que cada um considera como verdade; não há moral, a moral é de acordo com cada consciência; Compromisso e fidelidade são temas que no mínimo provocam sorrisos irónicos.
Uma boa lição que um dos últimos êxitos cinematográficos franceses nos dá no filme “ a Marcha dos pinguins” é que o amor exige compromisso e sacrifício.
Algo que sobretudo as gerações mais novas parecem não saber.
Dados estatísticos americanos revelam que o número de casamentos caíram perto de 50% desde 1960 e o número de casais jovens que vivem juntos cresceu para cerca de 5 milhões. Hoje em dia prefere “testar-se” o amor a comprometer-se para a vida inteira. No entanto o número de divórcios continua a aumentar.
Estudos também revelam que na prática, são os casados e as famílias unidas que são as mais felizes e, sobretudo, as mais comprometidas para com a própria sociedade, o país, os empregos profissionais… Isto é importante. A estabilidade familiar, o saber assumir compromissos, são indispensáveis para o equilíbrio pessoal de cada individuo.
Os compromissos não nos tiram a liberdade. Mas há que saber que a liberdade implica responsabilidade. Liberdade não é libertinagem nem falta de compromissos. Todos temos deveres mas também direitos. Todos somos livres mas todos temos de saber responder pelos actos que praticamos.
Uma forma de perceber a beleza do compromisso são as acções de voluntariado. Ao ajudarmos os outros, sobretudo se forem pessoas carenciadas, percebemos o alcance da nossa entrega , do dar sem receber; que aliás neste caso nem é bem verdade: recebe-se muito: a alegria de saber que somos úteis, que podemos ajudar a fazer os outros felizes.
Esperemos que haja muitos outros filmes sobre fidelidade e compromisso quer baseados na natureza, mas sobretudo baseados na história da sociedade mas, sobretudo esperemos que estes filmes não sejam de ficção científica mas sim histórias reais.
  Rita Parreira Oliveira
Escrito por em 14:58:57 | Link permanente | Comments (0) |

Livre de compromissos?
  Nota-se na sociedade de hoje em dia modos de vida e modos de pensar deveras preocupantes.
Palavras como “moral”, “compromisso”, “fidelidade”, “verdade” parecem banidos e/ou esquecidos quer do vocabulário, como do ensino e educação.
Vivemos numa época em que vale tudo e, simultaneamente, tudo é relativo. O que importa é a liberdade de cada um, o que no momento dá prazer e/ou apetece fazer.
Não há verdade, a verdade é o que cada um considera como verdade; não há moral, a moral é de acordo com cada consciência; Compromisso e fidelidade são temas que no mínimo provocam sorrisos irónicos.
Uma boa lição que um dos últimos êxitos cinematográficos franceses nos dá no filme “ a Marcha dos pinguins” é que o amor exige compromisso e sacrifício.
Algo que sobretudo as gerações mais novas parecem não saber.
Dados estatísticos americanos revelam que o número de casamentos caíram perto de 50% desde 1960 e o número de casais jovens que vivem juntos cresceu para cerca de 5 milhões. Hoje em dia prefere “testar-se” o amor a comprometer-se para a vida inteira. No entanto o número de divórcios continua a aumentar.
Estudos também revelam que na prática, são os casados e as famílias unidas que são as mais felizes e, sobretudo, as mais comprometidas para com a própria sociedade, o país, os empregos profissionais… Isto é importante. A estabilidade familiar, o saber assumir compromissos, são indispensáveis para o equilíbrio pessoal de cada individuo.
Os compromissos não nos tiram a liberdade. Mas há que saber que a liberdade implica responsabilidade. Liberdade não é libertinagem nem falta de compromissos. Todos temos deveres mas também direitos. Todos somos livres mas todos temos de saber responder pelos actos que praticamos.
Uma forma de perceber a beleza do compromisso são as acções de voluntariado. Ao ajudarmos os outros, sobretudo se forem pessoas carenciadas, percebemos o alcance da nossa entrega , do dar sem receber; que aliás neste caso nem é bem verdade: recebe-se muito: a alegria de saber que somos úteis, que podemos ajudar a fazer os outros felizes.
Esperemos que haja muitos outros filmes sobre fidelidade e compromisso quer baseados na natureza, mas sobretudo baseados na história da sociedade mas, sobretudo esperemos que estes filmes não sejam de ficção científica mas sim histórias reais.
  Rita Parreira Oliveira
Escrito por em 14:58:45 | Link permanente | Comments (0) |